Qual a relação existente entre tuberculose, alcoolismo e carência alimentar?

As bibliográficas consultadas apontam para o aumento da vulnerabilidade à tuberculose relacionada a fatores como alcoolismo e carência alimentar. (1,2,3,4,5) O alcoolismo crônico é considerado importante fator de risco para o desenvolvimento da tuberculose, visto que há alta incidência de casos e de formas mais avançadas de tuberculose pulmonar entre esses pacientes. O abandono do tratamento e o risco de desenvolvimento de efeitos colaterais aos medicamentos antituberculose pelos alcoolistas são maiores quando comparados aos não-alcoolistas....

Existe evidência científica para o uso da pregabalina no tratamento da dor crônica?

Sim. A pregabalina é conhecida, em diversos estudos clínicos, por sua eficácia no tratamento da neuralgia pós-herpética, neuropatia diabética dolorosa e fibromialgia, e recentemente no manejo de sintomas neuropáticos em pacientes com quadros álgicos crônicos nas costas e no pescoço (1-6). Também tem demonstrado ser uma alternativa custo-efetiva para casos de dor no pescoço refratária às terapêuticas convencionais (1). Constitui uma droga anticonvulsivante com propriedades analgésica e ansiolítica. É um análogo estrutural do ácido gama-aminobutírico (GABA) que exerce suas ações ligando-se a uma subunidade auxiliar dos canais de cálcio voltagem-dependentes no sistema nervoso central (1-4)....

Quais os tratamentos não-farmacológicos para osteoartrite (artrose) de joelho?

Os tratamentos não-farmacológicos recomendados para a osteartrite (OA) são1: a) Atividades educativas (Grau de recomendação D)2 – Esclarecimento sobre a doença: salientar que a doença não é sinônimo de envelhecimento e está relacionada com a capacidade funcional, sendo que a intervenção terapêutica trará considerável melhora de qualidade de vida; – Motivar e envolver o paciente no seu tratamento, pois o paciente é um agente ativo no seu programa de reabilitação; – Estímulo à prática de atividades esportivas sob orientação de um profissional habilitado; – Orientação para cuidados com relação ao uso de rampas e escadas; e – Orientação com relação à ergonomia do trabalho doméstico e/ou profissional....

Qual o nível de pressão arterial desejável para um paciente hipertenso com histórico de AVC isquêmico?

Na literatura, existe incerteza sobre quão intensiva deve ser a redução da pressão arterial em pessoas que tiveram um acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque isquêmico transitório (AIT), a fim de evitar um novo comprometimento cerebrovascular (1). Diretrizes recentes se posicionaram com diferentes conclusões sobre esta questão: as diretrizes europeias recomendam uma pressão arterial sistólica (PAS) alvo de 140 mmHg (ou superior) (B); e as diretrizes britânicas recomendam uma meta de 130 mmHg (1-3), meta pressórica também recomendada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia para hipertensos com lesão de órgão-alvo (4)....

A erva mate possui ação terapêutica comprovada cientificamente?

As propriedades terapêuticas da erva mate ainda não foram amplamente investigadas em estudos clínicos e sua eficácia necessita ser investigada a longo prazo. Ilex paraguariensis_, conhecida como erva mate possui diversas ações terapêuticas relatadas na literatura etnofarmacológica1. Dentre essas, as ações investigadas nos ensaios clínicos que correspondem a problemas prevalentes na Atenção Primária à Saúde destaca-se: a ação de um fitoterápico contendo erva mate para a perda de peso2 e o uso do infuso, na redução da hipercolesterolemia e controle do perfil glicêmico_3,4,5,6....

Quais os tratamentos não medicamentosos para dor crônica?

Existem várias modalidades de tratamento não medicamentoso para dor crônica: intervenções comportamentais, psicoterapia, técnicas de relaxamento, acupuntura e auriculoterapia são as principais. Primeiramente para abordagem adequada da dor crônica é importante ter em mente que a evolução do tratamento para dor depende de respostas individuais da relação do paciente com sua própria dor¹. A dor pode ser, por exemplo, expressão de um conflito interior que de uma forma consciente ou não....

Quais as evidências científicas para o uso do Guaco na Atenção Primária à Saúde?

A Mikania glomerata Spreng pertence à família Asteraceae e conhecida popularmente como Guaco. Está nas folhas da planta a maior concentração do marcador químico (a Cumarina). As folhas de Guaco são comumente usadas ​​como um extrato, xarope ou infusão para o tratamento de bronquite, asma e tosse, por sua ação broncodilatadora, expectorante e supressora da tosse. Observações experimentais sobre a eficácia do uso do Guaco em doenças das vias respiratórias são consistentes, e alguns estudos têm demonstrado os mecanismos da sua ação....

Quais as evidências para o uso de Garra do Diabo na Atenção Primária à Saúde?

Alguns ensaios clínicos comprovaram a ação anti-inflamatória da planta Harpagophytum procumbens, conhecida popularmente como Garra do diabo2,3,4, seu uso é recomendado para o tratamento da dor lombar baixa aguda e como coadjuvante nos casos de osteoartrite1. A melhora da dor por osteoartrite de punho, cotovelo, ombro, quadril e joelho foi significativa, sendo que 60% das pessoas que utilizaram o extrato da planta reduziram ou pararam a medicação utilizada para dor2. Outros dois estudos demonstraram a eficácia do fitoterápico no tratamento de osteoartrite de joelho e quadril, resultando em eficácia equivalente a Diacerína, reduzindo a necessidade de terapia analgésica e anti-inflamatória3,4....

O que é e para que serve a vitamina A?

A vitamina A é um micronutriente encontrado em fontes de origem animal (retinol) e vegetal (provitamina A). É um elemento indispensável para garantir a saúde dos nossos olhos (manter uma boa visão e hidratação da superfície ocular) e também, a renovação adequada das células que compõem os tecidos do nosso corpo (1). O corpo humano não pode fabricar esta vitamina, portanto, toda a vitamina A de que necessitamos deve vir dos alimentos (1)....

O que é hiperprolactinemia? Como deve ser a abordagem na Atenção Primária?

Prolactina é um hormônio produzido pela adeno-hipófise, cuja função primordial em humanos é contribuir para o desenvolvimento e maturação da mama durante a gravidez e para a subsequente produção de leite durante a lactação. Hiperprolactinemia é a alteração endócrina mais comum do eixo hipotálamo-hipofisário e pode ser a etiologia em 20% a 25% das pacientes com amenorreia secundária. Na APS, frente a um paciente com hiperprolactinemia, deve-se iniciar a abordagem pela pesquisa de causas fisiológicas e medicamentosas, que podem ser afastadas por meio de cuidadosa história clínica, exame físico e teste de gravidez em mulheres em idade fértil....