Qual o tratamento nutricional indicado para pessoas com insuficiência renal crônica?

O tratamento nutricional para doença renal crônica (IRC) dependerá da fase em que se encontra a pessoa portadora de tal doença (fase não-dialítica ou fase dialítica)1. Na fase não-dialítica, o tratamento nutricional tem como objetivo retardar ou evitar a progressão da doença renal através de medidas nutricionais que promovam o controle adequado da hipertensão arterial sistêmica, da hiperfosfatemia, da acidose metabólica e do consumo proteico1. Em relação à restrição proteica, estudos clínicos e de meta-análise tem demonstrado seu benefício, tanto sobre o ritmo de progressão quanto sobre a sintomatologia urêmica1....

Quais as evidências clínicas para a recomendação do fitoterápico de Alcachofra (Cynara scolymus L.) na APS?

Uma revisão sistemática da Cochrane indicou que o extrato das folhas de Alcachofra – Cynara scolymus L. tem potencial de diminuir os níveis de colesterol, porém, a evidência é pequena e os dados são limitados1. O fitoterápico pode ser classificado com grau de recomendação D, categoria de evidência IV para hipercolesterolemia leve a moderada e B III para dispepsia funcional. Um outro ensaio clínico publicado após essa revisão2, demonstrou ação representativa sobre os lipídios plasmáticos e hipercolesterolemia....

Quais as indicações para a eletroconvulsoterapia (ECT)?

A eletroconvulsoterapia (ECT) é um tratamento biológico que a partir de uma convulsão induzida propõe benefícios terapêuticos para alguns quadros de transtornos psiquiátricos. Os avanços na anestesia e equipamentos de estimulação elétrica, a utilização de eletrodos e as formas de pulso melhoraram os efeitos colaterais e a segurança no tratamento que no início de sua utilização era marcadamente agressivo a integridade física, psíquica e aos direitos do paciente. As indicações para a eletroconvulsoterapia são: Depressão maior (episódio único ou recorrente); Transtorno afetivo bipolar (episódio depressivo, maníaco ou misto); Esquizofrenia não-crônica (sintomatologia afetiva ou catatônica proeminente), Transtorno esquizoafetivo, Transtorno esquizofreniforme....

Como deve ser o manejo do corticóide em casos de Febre Chikungunya?

Os corticosteroides são contraindicados na fase aguda da febre Chikungunya . Nas fases subaguda e crônica, o uso de corticóides está indicado apenas para os casos com dor articular não responsiva a AINE (Anti-Inflamatórios Não Esteroidais) e analgésicos, em pacientes com dor moderada a intensa, poliarticular e debilitante. Para os casos onde haja evidência de processo inflamatório articular, com dor associada a edema (não é habitual à presença de sinais flogístico como calor e rubor), pode ser iniciado corticosteroide na forma oral....

Qual a abordagem inicial para quadros de reações hansênicas?

Os episódios reacionais na hanseníase devem ser abordados como situações de urgência, a fim de se evitar o dano neural permanente (que promove as incapacidades físicas responsáveis pela manutenção do estigma da doença). Sendo assim, estas ocorrências deverão ser encaminhadas aos serviços de referência para tratamento nas primeiras 24 horas. O tratamento dos estados reacionais é geralmente ambulatorial e deve ser prescrito e supervisionado por médico.(1,2) Nas situações em que há dificuldade de encaminhamento imediato, os seguintes procedimentos deverão ser aplicados até a avaliação: (1,2) • Orientar repouso do membro afetado em caso de suspeita de neurite; • Iniciar prednisona na dose de 1 a 1,5mg/kg/dia (excepcionalmente de 1,5 a 2mg/Kg/dia), uma vez que corticoides podem ter efeito benéfico na neurite a longo prazo (Grau de recomendação D)....

Como proceder em casos de uso crônico de benzodiazepínicos em pacientes com histórico de insônia?

Inicialmente é preciso definir o padrão de sono (pregresso e atual) do paciente, a fim de diagnosticar seu quadro clínico e as possíveis causas para o relato de insônia. Avaliar a presença de comorbidades (incluindo a depressão) e o uso de outras medicações que possam interferir no ciclo sono-vigília. O uso crônico de benzodiazepínicos, configura abuso de medicação, não sendo recomendado, em longo prazo, no tratamento dos transtornos da insônia¹....

Como deve ser o seguimento dos pacientes hipertensos pela Equipe de Saúde da Família?

Para o seguimento clínico, na APS, dos pacientes com hipertensão arterial (HA), o Ministério da Saúde1, recomenda que portadores de HA que não estiverem com a PA controlada, mas que estejam aderindo aos tratamentos recomendados, deverão realizar consulta médica para reavaliação, mensalmente até atingirem a meta pressórica. Uma vez controlados os níveis pressóricos, deve-se acompanhar o paciente conforme suas necessidades individuais e o seu risco cardiovascular. Sugere-se que as consultas sejam mensais, até atingir o nível pressórico desejado....

As Medicinas Alternativas e Complementares (MAC) podem ser utilizadas de forma integrada com a medicina convencional no tratamento de câncer?

As Medicinas Alternativas e Complementares (MAC) podem ser utilizadas no tratamento do câncer de forma integrada à medicina convencional – cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia molecular, visto que podem estimular a sua efetividade, assim como reduzir ou prevenir sintomas adversos do tratamento. As MAC são classificadas em 5 grupos: 1) Práticas baseadas na biologia: fitoterapia, vitaminas, outros suplementos dietéticos; 2) Técnicas mente-corpo: yoga, meditação, visualização; artes expressivas (musicoterapia, arteterapia, dança); 3) Práticas de manipulação corporal: massagem, reflexologia, exercício; 4) Terapias energéticas: terapia do campo magnético, reiki, toque terapêutico, Qi-gong; 5) Sistemas médicos tradicionais: medicina tradicional chinesa (MTC) e medicina ayurvédica1....

Como fazer o tratamento da labirintite na APS?

O tratamento da labirintite depende da etiologia. Assim, para ter êxito no tratamento, é fundamental o diagnóstico correto da vertigem e, em particular, do reconhecimento da causa subjacente. A terapêutica está embasada no tratamento da causa, no uso de sintomáticos e na reabilitação vestibular. Em pacientes com quadros agudos, pode-se orientar repouso, especialmente nos idosos, a fim de evitar quedas. Nos quadros acompanhados de vômitos, pode-se orientar uma alimentação leve, conforme a tolerância do paciente....

Como fica a terapia antitrombótica diante de um diagnóstico de dengue? Há necessidade de interrupção da medicação?

A decisão de interromper o uso de anticoagulantes e antiagregantes plaquetários no contexto da dengue é complexa, controversa e envolve a avaliação do risco-benefício para as distintas situações clínicas. Deve-se considerar em cada situação qual é a consequência de maior repercussão para o paciente, se o aumento do risco trombótico com a suspensão dos medicamentos ou se o aumento do risco de sangramento associado ao quadro agudo de dengue e manutenção dos mesmos....