Paciente da Atenção Básica que conclui o tratamento poliquimioterápico (PQT) para Hanseníase MB poderá receber alta na Unidade de Saúde ?

O paciente que tenha completado o tratamento poliquiomioterápico (PQT) não deverá mais ser considerado como um caso de hanseníase, mesmo que permaneça com alguma sequela da doença. Deverá, porém, continuar sendo assistida pelos profissionais da Unidade de Saúde, especialmente nos casos de intercorrências pós-alta: reações e monitoramento neural. A hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que é um parasita intracelular obrigatório, com afinidade por células cutâneas e por células dos nervos periféricos, que se instala no organismo da pessoa infectada, podendo se multiplicar....

Qual tratamento deve ser adotado para crianças diagnosticadas com hanseníase na forma multibacilar?

A hanseníase pode atingir pessoas de todas as idades, de ambos os sexos, no entanto, raramente ocorre em crianças. Observa-se que crianças menores de quinze anos adoecem mais em lugares onde há uma maior endemicidade da doença. Em crianças, o diagnóstico da hanseníase exige exame criterioso, diante da dificuldade de aplicação e interpretação dos testes de sensibilidade. Para crianças com Hanseníase, a dose dos medicamentos do esquema padrão é ajustada de acordo com a idade e o peso....

Quais as reações de hipersensibilidade possíveis pela aplicação da penicilina benzatina?

De forma geral, as reações de hipersensibilidade às penicilinas podem ser divididas em (1): Reações imediatas: até 20 minutos após a administração da penicilina por via parenteral. Compreendem: urticária, prurido difuso, rubor cutâneo e em menor frequência: edema laríngeo, arritmia cardíaca e choque. Reações aceleradas: até 72 horas após a administração de penicilina. Compreendem: urticária ou angioedema, edema laríngeo e, em raras ocasiões, hipotensão e morte. Reações tardias: após 72 horas da aplicação....

Está indicado o uso de AAS na gestante hipertensa?

O uso de antiagregantes plaquetários em pequenas doses diárias (75 a 100mg) tem sido recomendado para gestantes com risco aumentado para desenvolver pré-eclâmpsia (1). Os principais fatores de risco para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia são primigestação, história prévia ou familiar, hipertensão crônica, diabetes, colagenose, raça negra, obesidade e trombofilias (1). Seguem as recomendações a respeito deste tema na literatura: Segundo o documento VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, para prevenção da pré-eclâmpsia não se recomenda prescrever ácido acetilsalicílico (AAS) para gestantes normais, porém em mulheres com risco moderado e elevado de pré-eclâmpsia o uso de baixas doses pode ser útil, sendo iniciado na 12a à 14a semana de gestação (2)....

É possível utilizar um hipoglicemiante oral em paciente cirrótico com diabetes iniciada após a cirrose, ou a insulina deve ser a primeira escolha?

É possível sim utilizar hipoglicemiantes orais em pacientes cirróticos. Os medicamentos mais comumente utilizados – metformina e glibenclamida – não são hepatotóxicos e cirrose, por si só, não configura contraindicação. Contudo, nos casos de insuficiência hepática significativa, é necessário cautela uma vez que a toxicidade própria do medicamento pode ser potencializada – risco de acidose lática para metformina (muito raro) e hipoglicemia para glibenclamida – sendo preferível o tratamento com insulina....

Qual o procedimento para paciente com hanseníase que deixou de realizar a dose supervisionada em determinado mês, seguindo o tratamento apenas com dose auto administrada?

A cartela que não foi oferecida a dose supervisionada corretamente deve ser desprezada, indiferente do número de doses auto administradas. Uma nova cartela deve ser iniciada uma, o mais breve possível, com dose supervisionada na unidade de saúde ou no domicílio. O equívoco descrito é considerado tratamento irregular. Em casos assim, o tratamento deve ser retomado do ponto até onde estava correto, respeitando os critérios de tratamento completo (ver complementação da resposta)....

Quais os cuidados para o tratamento odontológico de pacientes com sífilis?

Os pacientes de uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) apresentando lesões orais de sífilis devem ser tratados dando prioridade às lesões dos tecidos da mucosa oral, deixando o tratamento dentário para um segundo tempo, a não ser que o mesmo apresente sintomatologia de dor odontogênica (1). A preocupação durante o atendimento a pacientes portadores da sífilis reside no fato de que as DST possibilitam um envolvimento oral considerável. Todas as formas de DST são contagiosas e podem contaminar os instrumentos odontológicos, resultando em infecção acidental de outros pacientes ou mesmo do cirurgião dentista....

Quais as interações medicamentosas entre Prolopa® (levodopa + benserazida) e Fenitoína?

A associação da Levodopa® (um dos componentes do medicamento Prolopa) e Fenitoina é considerada Risco C, com a indicação de monitorar a terapia devido as chances de aumento do risco de Síndrome neuroléptica maligna. A Prolopa® não interfere na ação da fenitoína, entretanto a fenitoina pode diminuir ou inibir o efeito terapêutico da Levodopa, tendo uma gravidade moderada(6). A conduta é monitorar a diminuição dos efeitos terapêuticos da Levodopa quando introduzida ou ajustadas doses da fenitoína ou aumento dos seus efeitos terapêuticos quando reduzidas ou retirada a fenitoína(6)....

Como fazer tratamento da acne na atenção primária?

A escolha do tratamento para acne compreende uma série de opções que irão variar de acordo com a gravidade do quadro. Essas opções incluem o uso de substâncias de limpeza de pele, retinóides e fármacos antibacterianos tópicos para os casos mais leves até o uso de antibióticos sistêmicos, terapias hormonais e o uso da isotretinoína para casos mais graves e resistentes (¹). Acne vulgar é uma doença dermatológica que acomete glândulas pilossebáceas levando-as a produzir uma quantidade maior de secreção gordurosa....

Quais plantas medicinais são indicadas para cicatrização de feridas?

As plantas medicinais indicadas para cicatrização de feridas, com comprovadas ações são Anacardium occidentale L.(cajueiro), Caesalpinia ferrea Mart. (pau-ferro), Casearia sylvestris S_w. (guaçatonga), Schinus terebinthifolia_ Raddi (aroeira), Stryphnodendrom adstrigens (Mart.) Coville (barbatimão), Calendula officinalis L. (calêndula), Polygonum punctatum Elliott (erva-de-bicho), Coronopu didymus (L.) Smith (mastruço), Aloe Vera (L.) (babosa), Helianthus annuus (girassol)1,2,3. Podemser utilizadas por meio de muitas formas farmacêuticas, disponibilizadas na Fitoterapia, tais como: preparações extemporâneas (infusão e decocção – chamados popularmente de chás), tinturas, gel, creme, pomada, óleo3....