O que fazer com TSH baixo e T4 livre alto?

Níveis de TSH baixos ou indetectáveis associado a níveis elevados de T4 livre ou T3 confirmam o diagnóstico de tireotoxicose¹ O diagnóstico de hipertireoidismo de Graves pode ser estabelecido com relativa segurança em pacientes com quadro de tireotoxicose, bócio difuso (97% de sensibilidade) e oftalmopatia (71% de sensibilidade)¹. A dosagem do anticorpo anti-receptor do TSH (TRAb) não está indicada rotineiramente,mas pode ser útil em casos selecionados; sua sensibilidade em indivíduos com doença ativa e ainda não tratada é de 80% a 90% (Nível A)....

O que fazer com TSH baixo e T4 livre normal?

Diante de um paciente com TSH baixo e T4 livre normal, devemos dosar o T3 sérico para afastar a hipótese de uma síntese preferencial de T3 pela glândula, isto é, T3-tireotoxicose¹ (Nível D) Caso o valor de T3 esteja dentro da normalidade, estamos diante de um hipertireoidismo subclínico. O diagnóstico de hipertiroidismo subclínica está baseado na combinação de uma baixa concentração de TSH e T4 livre e T3 normais. Ele pode ocorrer na presença ou ausência de sintomatologia leve de tireotoxicose....

Existe diferença entre dizer que um paciente tem tireotoxicose ou hipertireoidismo? Quais são as principais causas de tireotoxicose?

Embora rotineiramente utilizados como sinônimos, os termos tireotoxicose e hipertireoidismos nomeiam fenômenos patológicos distintos. A tireotoxicose é a síndrome clínica decorrente da exposição do organismo à altas doses de hormônios tireoidianos circulantes. Na maioria dos casos, quando este excesso de hormônio é produzido pela própria glândula tireóide, este quadro é chamado de hipertireoidismo. Essa hiperfunção, quando resultante da estimulação anormal da tireóide, pode manifestar-se das seguintes formas: Doença de Graves (70-90% dos casos) ou Bócio Difuso Tóxico Tumor trofoblástico (mola hidatiforme, coriocarcinoma) Adenoma hipofisário produtor de TSH Ocasionalmente, pode ser uma hiperfunção resultante de uma autonomia tireoidiana intrínseca, encontrados nos seguintes casos:...

Qual a importância de arritmia sinusal em eletrocardiograma de paciente assintomático? Necessita de tratamento?

A arritmia sinusal é muito frequente, sobremaneira em crianças e adolescentes, e encontra-se, na maioria das vezes, associada à chamada arritmia respiratória, que é fisiológica e está diretamente relacionada com o ciclo respiratório. A maioria dos pacientes é assintomática. Eventualmente pode haver queixas de palpitações e/ou tonturas passageiras. A arritmia sinusal é um dos grandes motivos de encaminhamento desnecessário ao cardiologista. Não existe indicação para tratamento antiarrítmico. A arritmia sinusal é diagnosticada quando a variação entre o ciclo mais curto e o mais longo no ECG for maior do que 0,12 segundos....

Qual a conduta em casos de citomegalovírus na gestação? Quais as repercussões da infecção para a gestante e o bebê?

A despeito dos avanços nas técnicas de diagnóstico da infecção fetal pelo citomegalovírus (CMV), não há, até o momento, nenhuma modalidade de tratamento materno que previna ou reduza a chance de ocorrência de doença fetal e que tenha sido aprovada para uso. Dessa forma, a prevenção ainda representa importante ferramenta que a Equipe de Saúde pode utilizar no sentido de minimizar o risco de infecção congênita (1,2). A recomendação atual limita o uso do Ganciclovir nos casos de doença materna grave complicada por imunodepressão e da criança infectada portadora de doença acometendo o sistema nervoso central ou colocando em risco a sobrevivência....

Quais as recomendações para idade, periodicidade e indicação de mamografia na população?

A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer. Por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros), é realizada em um aparelho de raio X apropriado chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens e, portanto, possibilita um diagnóstico melhor. O desconforto provocado é discreto e suportável. Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento....

Qual a conduta para o controle das DST/AIDS e rastreamento de CA de colo de útero em mulheres homo/bissexuais?

Nos cuidados sexual ou reprodutivo deve-se considerar que qualquer paciente, mesmo grávida, pode ser uma mulher lésbica ou bissexual. Assim, nos atendimentos ginecológicos, às DST/AIDS/HIV, incluindo o planejamento familiar, deve-se contemplar o aconselhamento sobre prevenção e prática do sexo seguro, cuidado com uso de objetos (brinquedos eróticos), bem como a investigação de sintomatologia, pois a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e do HIV ocorre, também, através da relação sexual homossexual1....

Por que um paciente não consegue atingir as metas almejadas no tratamento do diabetes mellitus tipo 2?

Entre os fatores que podem contribuir para a piora do controle glicêmico são: Baixa adesão à dieta, exercício, ou terapia, ou efeitos adversos dessa (como ganho de peso em uso de insulina). Uma doença intercorrente, condição aguda ou a ingestão de medicamentos que podem aumentar a resistência à insulina, interferir com a liberação de insulina, ou aumentar a produção hepática de glicose Este último fator é particularmente importante em pacientes idosos em uso de vários medicamentos....

Quais objetivos ou metas gerais no manejo dos pacientes com diabetes mellitus tipo 2? Quando as metas podem ser menos rígidas?

Com base nos resultados da Prospective Diabetes Study Reino Unido (UKPDS), que revelou a importância do controle glicêmico em minimizar as complicações macrovasculares relacionadas com a diabetes, níveis de hemoglobina glicada abaixo de 7% é a meta para a maioria de pacientes (Nível B). Além disso, é fundamental no seguimento de um paciente portador de DM2 a otimização da pressão arterial sistêmica, meta<130/80mmHg (Nível B); do controle lipídico, meta LDLc<100 ou <70 se apresentar outros fatores de risco (Nível B) e do IMC <25kg/m2 (Nível A)....

Quais os cuidados gerais para paciente com DM2 em insulinoterapia? Como monitorar?

Todo paciente em uso de insulina necessita de automonitorização frequente da glicemia capilar, pelo menos nas primeiras semanas, para ajuste de dose. Se possível for, realizar glicemias capilares 3x /dia seria o ideal, pelo menos por uma semana, em horário alternados (alternar sempre a glicemia de jejum com dois desses outros horários: antes do almoço, 2 horas após o almoço, antes do jantar, duas horas após o jantar, antes de dormir); com estes dados pode-se fazer um ajuste mais preciso das doses de NPH e muito provavelmente inserir a insulina Regular pré refeições, após avaliar as glicemias capilares ao longo de uma semana....