Quais são as principais causas associadas ao aparecimento de ‘frieiras’? Quais as principais orientações que os agentes de saúde devem prestar aos usuários que tem de forma recorrente estes casos (prevenção)?

A causa mais comum da popular “frieira” é a micose, infecção por fungo na região entre os dedos dos pés, também conhecida como tinea pedis. É a causa mais comum de micose e ocorre especialmente devido ao calor e umidade da região. Esse é um diagnóstico que deve ser confirmado pelo médico para prescrição do tratamento correto. Uma vez confirmado que se trata de “frieira”, algumas recomendações podem ser feitas: Boa higiene pessoal Utilizar chinelos em chuveiros comunitários, vestiários, piscinas e balneários Secar cuidadosamente entre os dedos dos pés após o banho (o uso de secador de cabelo pode ser mais eficaz que o de toalha) Trocar de meias e sapatos frequentemente Evitar o uso de calçados apertados Aplicar talco e antitranspirantes nos pés Colocar meias antes da roupa de baixo para prevenir que o fungo se espalhe para a virilha....

Que recomendações que os agentes de saúde devem passar aos pacientes com rachaduras da pele em pés e mãos?

Além de um simples ressecamento da pele, as rachaduras nos pés e mãos podem ser causadas por uma série de doenças, como micose, dermatite e ictiose. Apenas o exame clínico pode definir se existe uma causa que necessite de tratamento específico ou simplesmente de agentes para hidratação. Nesse caso, a melhor orientação é que o paciente consulte com o seu médico.   Fonte: https://aps.bvs.br/aps/quais-sao-as-recomendacoes-que-os-agentes-de-saude-devem-orientar-em-casos-de-pacientes-que-tem-rachaduras-da-pele-em-pes-e-maos-hidratacao/ (via RSS) TAGS: A45 Educação em saúde/aconselhamento/dietaAgente Comunitário de SaúdeD – Opinião desprovida de avaliação crítica/baseada em consensos/estudos fisiológicos/modelos animaisDermatopatiasDessecação

Coabitante de paciente com tuberculose e com teste tuberculínico reator forte deve realizar tratamento?

Indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose, a prova tuberculínica (PPD) positiva isoladamente (mesmo sendo reator forte), indica apenas infecção e não é suficiente para o diagnóstico da tuberculose doença. Apenas cerca de 10% das pessoas infectadas adoecem, mais da metade delas durante os dois primeiros anos após a infecção, e o restante ao longo da vida. Todos os contatos dos doentes de tuberculose, especialmente os intra-domiciliares, devem comparecer à unidade de saúde para exame....

Quando o paciente com diabetes mellitus tipo 2 deve ser encaminhado ao oftalmologista e qual deve ser a frequência com que deve ser reavaliado?

A encaminhamento do paciente com diabetes mellitus tipo 2 para o oftalmologista, visando detecção precoce de retinopatia diabética, deve ocorrer logo no momento do diagnóstico. Na presença de exame oftalmológico normal, embora não haja consenso, sugere-se que a reavaliação seja feita a cada 1-2 anos1,2.   Fonte: https://aps.bvs.br/aps/quando-o-paciente-com-diabetes-mellitus-tipo-2-deve-ser-encaminhado-ao-oftalmologista-e-qual-deve-ser-a-frequencia-com-que-deve-ser-reavaliado/ (via RSS) TAGS: D – Opinião desprovida de avaliação crítica/baseada em consensos/estudos fisiológicos/modelos animaisDiabetes MellitusMédicoServiços de Saúde OcularT90 Diabetes não-insulinodependente

O uso de autobronzeador (Dihidroxiacetona) pode provocar câncer de pele?

Há muito poucos estudos na literatura que abordam a eficácia e associação do uso de autobronzeadores com câncer de pele. Sabe-se que o efeito dos autobronzeadores é proporcionado pela ação da dihidroxiacetona (DHA), que reage com aminoácidos presentes nas células mortas da camada mais superficial da pele, produzindo um pigmento amarelado chamado melanoidina. Alguns autores vêm um potencial efeito benéfico do uso da DHA, a partir do momento em que possa servir como produto substitutivo da exposição exagerada a raios ultravioletas....

Qual a efetividade e eficiência da Atenção Primaria à Saúde?

Desde a Conferência de Alma-Ata, há mais de 25 anos, vem sendo produzidas evidências acerca da efetividade e eficiência da Atenção Primaria à Saúde. Dentro deste panorama, ocupa lugar de destaque a produção de conhecimento de Starfield, que principalmente através de estudos comparativos entre nações, tem demonstrado que um sistema de saúde com forte referencial na APS é mais efetivo e equitativo, mais satisfatório para a população e tem menores custos – mesmo em contextos de grande iniquidade social....

Pacientes que fazem uso prolongado de penicilina benzatina podem vir a desenvolver alguma reação (choque anafilático)?

As penicilinas são um grupo de antibióticos de baixíssimo custo e elevada eficácia e, portanto, de importante utilidade no tratamento e prevenção de doenças infecciosas piogênicas e suas complicações. São antibióticos de primeira escolha nas infecções por agentes encapsulados sensíveis (pneumonia pneumocócica, abscesso cerebral, meningite bacteriana), na sífilis (neurosífilis congênita, gestacional, associada ao HIV), profilaxia primária e secundária da febre reumática e na glomerulonefrite pós-estreptocócica. Assim sendo, esse medicamento, referendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como essencial e de incontestável utilidade, tornou-se bastante estigmatizado pelos profissionais de saúde e pela população em geral, devido, principalmente, à falta de informação atualizada no que se refere às reações alérgicas....

Qual diferença entre as vacinas antitetânicas adulto e infantil?

A diferença entre as duas vacinas está na concentração de toxóide. A vacina dupla do tipo infantil (DT) contém a mesma concentração de toxóide diftérico e de toxóide tetânico presente na vacina tríplice (DTP), enquanto a dupla do tipo adulto (dT) contém menor quantidade de toxóide diftérico.(Grau B). Fonte: https://aps.bvs.br/aps/qual-diferenca-entre-as-vacinas-antitetanicas-adulto-e-infantil/ (via RSS) TAGS: A44 Vacinação/medicação preventivaAdultoB – Estudos experimentais ou observacionais de menor consistênciaCriançaEnfermeiroVacina contra Difteria e TétanoVacina contra Difteria, Tétano e Coqueluche

Como devo proceder frente a um paciente com Doença de Chagas na fase crônica ou indeterminada da doença?

A literatura ainda é controversa em relação ao tratamento de pacientes com Doença de Chagas na fase crônica ou indeterminada da doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, todos os indivíduos infectados pelo T. cruzi devem ser tratados com nifurtimox ou benzonidazol, independentemente da situação clínica ou da fase da doença, embora as taxas de cura na fase crônica possam ser tão baixas quanto 8%. O Consenso Brasileiro em Doença de Chagas, elaborado pelo Ministério da Saúde no ano de 2005, relata que não há indicação de tratamento em larga escala para adultos na fase crônica na perspectiva de programas de saúde pública....

Como manejar paciente com pancreatite crônica não alcoólica?

O objetivo do tratamento da pancreatite crônica concentra-se no alívio da dor e na correção da má-absorção. Há 4 passos iniciais para o tratamento da pancreatite: suspender o uso de álcool, dieta hipolipídica, normalização dos triglicerídeos (triglicerídeos maior que 500mg/dL necessitam início imediato de medicação), e suspender drogas exacerbadoras (como a azatioprina). Realizados estes 4 passos podemos passar para o manejo da dor com paracetamol e/ou ibuprofeno, mas deve se ter em mente que muitos pacientes necessitam o uso de opióides em associação....