Qual deve ser o esquema de imunização para pacientes esplenectomizados?

Segundo dados do Manual dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais, do Ministério da Saúde, a indicação para pacientes esplenectomizados deve seguir as seguintes orientações: Sarampo, rubéola, caxumba (MMR): rotina (a mesma que para não esplenectomizados); BCG: rotina; Anti-pólio: rotina; DTP: rotina; Hib: – 3 doses em usuários com 2 a 6 meses de idade em intervalo de 60 dias; 2 doses em usuários com 7 a 11 meses de idade (4 a 8 semanas de intervalo), não previamente vacinados; dose única para aqueles com idade entre 1 e 19 anos....

Como devemos proceder quando um paciente necessita utilizar órtese e prótese pelo SUS?

O Brasil possui Leis e Políticas determinadas a prestar assistência aos pacientes portadores de deficiência, as três esferas de Governo estão envolvidas no que diz respeito ao cumprimento destas Leis, sem dúvida o paciente tem este direito assegurado por Lei, porém o tempo que leva este processo depende de cada localidade, e o tempo para conclusão desta prótese depende do local onde a mesma será inserida e das condições do paciente....

Como devo proceder para montar um grupo de gestante?

Ao se planejar um grupo alguns aspectos importantes devem ser observados. Primeiro procede-se à identificação da problemática e viabilidade grupal (possibilidade de realização e obtenção de resultados). A organização e infra-estrutura devem prever: material de divulgação e medidas atrativas, espaço físico, equipe de trabalho (capacitação), critérios de inclusão e exclusão, funcionamento e cronograma (horário, dias e freqüência), tamanho do grupo (máximo 12 membros). O tamanho do grupo deve considerar que o número de participantes permita que todos se manifestem e se sintam assistidos....

Como posso proceder para elaborar um Projeto de Inclusão Social?

Projeto é algo que tem início e fim, que necessita de recursos específicos para o alcance de resultados específicos. No caso de projetos sociais, nascem para dar respostas aos problemas, são responsáveis por alterar a realidade da organização, estruturando-a e promovendo seu desenvolvimento. Eles também são utilizados para captação de recursos, pois, assim, os financiadores podem visualizar melhor as intenções da ONG, saber no que os recursos serão aplicados, que tipo de atividades serão realizadas e qual impacto elas surtirão dentro da comunidade-alvo....

Devo fornecer atestado pré-operatório para os pacientes da minha área de atuação?

De acordo com o Código de Ética Médica é vedado ao médico: Art. 112 – Deixar de atestar atos executados no exercício profissional, quando solicitado pelo paciente ou seu responsável legal. Parágrafo único: O atestado médico é parte integrante do ato ou tratamento médico, sendo o seu fornecimento direito inquestionável do paciente, não importando em qualquer majoração de honorários. Portanto, faz parte do atendimento o fornecimento de atestado médico que libere ou não o procedimento cirúrgico....

Quais as atribuições da equipe multiprofissional frente a pacientes obesos?

O ato de alimentar-se tem um papel social tão importante quanto o papel nutricional. A obesidade e o sobrepeso são importantes preocupações em saúde pública devido a associação com aumento de risco para hipertensão arterial sistêmica, diabetes melito, doença coronariana, osteoartrite, anormalidades lipídicas, doença da vesícula biliar e alguns tipos de cânceres. De nada adianta desenvolver um plano terapêutico se o paciente e sua família não estão motivados ou aptos para executá-lo....

Quais as atribuições específicas dos Agentes Comunitários de Saúde?

O Agente Comunitário de Saúde (ACS) tem, entre suas atribuições, as comuns a todos os outros profissionais de saúde e as específicas, próprias de sua atividade profissional. De acordo com o Ministério da Saúde, são atribuições comuns a todos os profissionais das equipes de saúde da família: I – participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe, identificando grupos, famílias e indivíduos expostos a riscos, inclusive aqueles relativos ao trabalho, e da atualização contínua dessas informações, priorizando as situações a serem acompanhadas no planejamento local; II – realizar o cuidado em saúde da população adscrita, prioritariamente no âmbito da unidade de saúde, no domicílio e nos demais espaços comunitários (escolas, associações,entre outros), quando necessário; III – realizar ações de atenção integral conforme a necessidade de saúde da população local, bem como as previstas nas prioridades e protocolos da gestão local; IV – garantir a integralidade da atenção por meio da realização de ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e curativas; e da garantia de atendimento da demanda espontânea, da realização das ações programáticas e de vigilância à saúde; V – realizar busca ativa e notificação de doenças e agravos de notificação compulsória e de outros agravos e situações de importância local; VI – realizar a escuta qualificada das necessidades dos usuários em todas as ações, proporcionando atendimento humanizado e viabilizando o estabelecimento do vínculo; VII – responsabilizar-se pela população adscrita, mantendo a coordenação do cuidado mesmo quando esta necessita de atenção em outros serviços do sistema de saúde; VIII – participar das atividades de planejamento e avaliação das ações da equipe, a partir da utilização dos dados disponíveis; IX – promover a mobilização e a participação da comunidade, buscando efetivar o controle social; X – identificar parceiros e recursos na comunidade que possam potencializar ações intersetoriais com a equipe, sob coordenação da SMS; XI – garantir a qualidade do registro das atividades nos sistemas nacionais de informação na Atenção Básica; XII – participar das atividades de educação permanente; e XIII – realizar outras ações e atividades a serem definidas de acordo com as prioridades locais....

Quais as estratégias que podemos utilizar para implementação do acolhimento em uma ESF?

Há importantes lacunas nos modelos de atenção e de gestão do SUS, em especial as relativas ao acesso aos serviços e ao acolhimento aos usuários. Os dados disponíveis de resultados de pesquisas, relatórios de ouvidorias e depoimentos dos diversos atores do SUS confirmam a necessidade e a importância de práticas humanizadas nas unidades de saúde. A Política Nacional de Humanização defende o Acolhimento, entendido como um processo de inter-relações e atitudes humanas nas práticas de atenção e de gestão, pautadas no respeito, na solidariedade, no reconhecimento dos direitos e no fortalecimento da autonomia dos usuários, trabalhadores e gestores da saúde....

Quais dinâmicas são sugeridas para grupos em saúde?

O primeiro passo para realização de práticas educativas consiste na identificação das prioridades em saúde do local onde está inserida a Unidade de Saúde através de estudos epidemiológicos e levantamentos. A seguir deve-se começar o planejamento do grupo. De acordo com uma revisão publicada por Santos, a prática educativa em saúde não pode se tornar aulas por aulas, não se busca certificado em um grupo de educação em saúde!...

Quais os assuntos sugeridos para realizar treinamento com monitoras de creche?

Conforme solicitado no formulário de consultoria por texto são listados a seguir os assuntos pelos quais a equipe de PSF desta localidade pode estar trabalhando/capacitando as monitoras de creche: Prevenção de acidentes na infância (material encontra-se disponível no site do Telessaúde- Materiais de Consulta). Higiene bucal. Alimentação saudável. Técnicas básicas de Higiene. Noções de preservação da Natureza. Segregação de Resíduos. Economia de recursos ambientais. Programa de saúde do escolar Pediculose e escabiose....