Como organizar o acolhimento em saúde?

A organização do acolhimento em saúde não inclui exclusivamente a demanda espontânea, mas um conjunto de ações que objetivam dar respostas às necessidades da comunidade. Deve, portanto, partir do diagnóstico de problemas e do planejamento em saúde, buscando romper com a ideia do mesmo como uma ação pontual, centrada na doença e nos procedimentos e não no sujeito e em suas necessidades. (1) Nesse sentido, as informações originadas do diagnóstico das principais demandas e necessidades dos usuários devem promover reflexão, subsidiando a análise e as mudanças da prática e dos resultados do trabalho e, consequentemente, o planejamento em saúde....

Como organizar rodas de conversa sobre plantas medicinais?

As rodas de conversa favorecem a troca de saber e identificação de plantas medicinais disponíveis nos quintais ou usadas concomitantemente como medicamento. Este espaço de reflexão torna-se importante tendo em vista que as espécies vegetais possuem princípios-ativos e pode interagir, causar reações adversas, apresentar toxicidade e∕ou serem contraindicadas (1). O encontro é organizado com duração de 1hora. Pode ser realizada em parceria com pastoral da saúde, associação de bairro, líderes de comunidade, escolas entre outros....

Quais profissionais compõem o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF)?

As possibilidades de profissionais para composição do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) são: assistente social; profissional de educação física; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; profissional com formação em arte e educação (arte educador); nutricionista; psicólogo; terapeuta ocupacional; médico ginecologista/obstetra; médico homeopata; médico pediatra; médico veterinário; médico psiquiatra; médico geriatra; médico internista (clínica médica); médico do trabalho; médico acupunturista; e profissional de saúde sanitarista, ou seja, profissional graduado na área de saúde com pós-graduação em saúde pública ou coletiva ou graduado diretamente em uma dessas áreas (1)....

Quais as recomendações para o cálculo da média de consulta/ habitante/ano ou consulta/habitante/hora para os atendimentos médicos, de enfermagem e de odontologia em uma equipe de ESF?

A Portaria de 2002, n.º 1101/GM1 e os Parâmetros para Programação das Ações de Saúde do Ministério da Saúde2 trazem algumas recomendações que devem ser atualizados para a realidade local. A média de consultas médicas por habitante por ano, sugerida nos parâmetros assistenciais do no Sistema Único de Saúde (SUS), é de 2 a 3 consultas por hab/ano1,2. Para a enfermagem é de 0,5 a 1 consulta de enfermagem por hab/ano, com tempo estimado de três consultas por hora1,2....

O que é e de quem é a responsabilidade da realização do teste da orelhinha?

O Teste da Orelhinha ou Triagem Auditiva Neonatal é um exame para rastreamento da perda auditiva recomendada para todos os recém-nascidos, preferencialmente realizada na própria maternidade, antes da alta1. A realização do exame é obrigatória e gratuita em todos os hospitais e maternidades de acordo com a Lei Federal nº 12.303/2010 2. Objetiva detectar o mais precocemente possível a perda auditiva congênita e/ou adquirida no período neonatal; é altamente preciso e conduz à identificação precoce e tratamento da perda auditiva nas crianças1....

Qual instância gestora é responsável pela aquisição e distribuição de fórmulas infantis às crianças verticalmente expostas ao HIV?

O fornecimento de fórmulas infantis para crianças verticalmente expostas ao HIV é regulamentado através das Portarias n.º 2.313/GM, de 19 de dezembro de 20021, e no 1071/GM, de 9 de julho de 20032. Tais portarias definem que estados, Distrito Federal e municípios qualificados para recebimento do incentivo federal no âmbito do Programa Nacional de HIV/AIDS e outras DST poderão pleitear recursos adicionais para a disponibilização de fórmulas infantis à população em questão, durante os primeiros 6 meses de vida, como importante ação para redução da transmissão vertical do HIV....

Como orientar o agente de saúde nas visitas domiciliares com psicólogo em famílias que não aceitam ir à unidade? A visita pode acontecer sem a aceitação da família?

A visita domiciliar (VD) é uma intervenção que faz parte da prática de todos os profissionais da APS, por isso a importância da sua dúvida. Na verdade, o profissional que trabalha especificamente com a VD é o agente comunitário de saúde (ACS). Eu começaria trabalhando com o grupo dos ACS sobre como podemos abordar saúde mental nas VD e como identificamos o sofrimento psíquico que pode demandar a escuta de outro profissional que não o ACS (no seu caso, a psicóloga da equipe)....

Quais as mudanças ocorridas no calendário de vacinação?

O Ministério da Saúde anunciou a introdução de duas novas vacinas para crianças a partir do segundo semestre do ano de 2012. O Calendário Básico de Vacinação Infantil passará a contar com a vacina pentavalente e a vacina injetável contra a pólio, feita com vírus inativado, e que será utilizada em paralelo à campanha nacional de imunização realizada com as duas gotinhas da vacina oral. A nova vacina, entretanto, só será aplicada em crianças que estão iniciando o calendário de vacinação....

Qual é o método correto para descartar imunobiológicos vencidos?

Alguns imunobiológicos são compostos por micro-organismos vivos atenuados (vacinas contra sarampo, poliomielite, febre amarela, tuberculose, etc.) e, por isso, constituem materiais biológicos infectantes que devem receber tratamento (de redução de carga microbiana – 6 log 10 segundo), antes do descarte (BRASIL, 2004). Os imunobiológicos compostos de bactérias e vírus mortos ou obtidos por engenharia genética (vacinas como DTP, dT, DT, Hib, HB, etc.) não precisam receber tratamento especial antes de serem descartados....

Como criar um Conselho Local de Saúde? O Conselho necessita de algum tipo de registro? Deve possuir estatuto?

Os Conselhos de Saúde são órgãos colegiados deliberativos de caráter permanente, com funções de formular estratégias, controlar e fiscalizar a execução da política de saúde, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros1. Os Conselhos Locais de Saúde deverão observar a paridade, conforme lei 8.142 de 28 dezembro de 1990 (2). Cabe a cada município, pelo decreto do executivo, Lei Municipal ou Portaria do Secretário Municipal de Saúde, criar os Conselhos Locais e Distritais de Saúde....