Qual a sensibilidade e especificidade da radiografia de seios da face e da tomografia computadorizada para diagnóstico de sinusite aguda?

Foi encontrada uma única revisão sistemática1 que buscou comparar os diversos exames diagnósticos para sinusite , incluindo Radiografia simples (RX) e Tomografia Computadorizada (TC). No entanto, esta revisão não encontrou nenhum estudo de qualidade que avaliasse sensibilidade e especificidade da TC para diagnóstico de sinusite. Neste mesmo estudo, RX de seios da face apresentou sensibilidade e especificidade moderadas (76% e 79% respectivamente). O autor conclui que o tratamento baseado em critérios clínicos é tão acurado e mais custo-efetivo que aquele baseado nos dados do RX de seios da face....

Qual classe medicamentosa apresenta melhores resultados para pacientes adultos com Diabetes mellitus tipo 2: Biguanida (Metformina) ou Sulfuniluréia?

Conforme Revisão Sistemática publicada pela Biblioteca Cochrane, o tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) com Metformina, comparada com uso de sulfuniluréias, foi mais eficaz para redução de “qualquer desfecho clínico relacionado com DM2″ (RR=0,74) (morte súbita, morte por hiperglicemia ou hipoglicemia, infarto agudo do miocáriodo fatal ou não fatal, angina, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, insuficiência renal, amputação – de pelo menos um dedo, hemorragia vítrea, retinopatia que necessitou fotocoagulação, cegueira em um olho ou cirurgia de catarata) e para redução da mortalidade por qualquer causa (RR=0,68)....

Qual é a diferença da febre amarela silvestre para a urbana?

Tanto a febre amarela urbana (FAU) como a febre amarela silvestre (FAS) são provocadas pelo mesmo vírus – vírus da “febre amarela” e provocam a mesma doença. A única diferença se dá pelo vetor de transmissão. A FAS é trasmitida pela picada de mosquitos do gênero Haemagogus infectados, que têm hábitos eminentemente silvestres (vivem na mata). Os primatas não-humanos são os principais reservatórios e hospedeiros vertebrados do vírus amarílico, sendo o homem um hospedeiro acidental....

Qual é a diferença dos sintomas da dengue e da febre amarela?

Inicialmente, os sinais e sintomas da dengue e da febre amarela são muito semelhantes. Ambas podem cursar com dor de cabeça, febre alta, dor no corpo, cansaço, náuseas e vômitos. Manifestações hemorrágicas (sangramento gengival, petéquias, etc) também podem ocorrer tanto na dengue como na febre amarela. Na dengue, geralmente destaca-se a forte dor retro-ocular. Na febre amarela, cerca de 15% dos casos evoluem com aparecimento de icterícia (“amarelão”); por isto o nome da doença....

Qual exame é mais sensível para diagnóstico de enteroparasitose: hemograma (eosinofilia) ou Exame parasitológico de fezes (EPF)?

Nenhum estudo foi encontrado avaliando a sensibilidade do uso do hemograma para o diagnóstico de enteroparasitoses. É descrito que a ausência de eosinofilia não exclui enteroparasitoses (sensibilidade), assim como sua presença pode indicar uma série de condições como rinite alérgica, asma, alergia a medicações, infecções virais, fúngicas ou bacterianas, desordens hematológicas e, também, a presença de infecções parasitárias (especificidade). }O exame parasitológico de fezes (EPF), por outro lado, possui alta especificidade....

Qual o exame laboratorial de melhor acurácia para diagnóstico de esclerodermia?

Entre os principais exames laboratoriais utilizados para o diagnóstico de Escleroderma Sistêmico (ES) estão a pesquisa dos seguintes anticorpos: Ac Anticentrômero (ACA), Ac Anti-DNA topoisomerase I (Anti-Scl-70), Ac AntiRNA polimerase I e III e Ac AntiU3-RNP e Revisão sistemática1 que avaliou a performance de ACA e Anti-Scl-70 para diagnóstico de ES, determinou que a sensibilidade do ACA foi de 37%, chegando a 57% para casos de ES cutânea limitada. Já a sensibilidade do Anti-Scl-70 foi de 34%....

Qual o melhor fármaco para o tratamento da ansiedade do paciente usuário de crack abstinente?

Não foram encontrados estudos específicos para o tratamento da ansiedade de pacientes usuários de crack abstinentes. Revisões sistemáticas que abordaram o tratamento medicamentoso da dependência da cocaína, mostraram que antidepressivos, anticonvulsivantes, antipsicóticos e agonistas dopaminérgicos não foram eficazes (1-4). O tratamento medicamentoso, quando necessário, do paciente ex-usuário de crack com ansiedade deve seguir os mesmos princípios do não usuário. Importante verificar se o sintoma de ansiedade está relacionado com algum outro diagnóstico associado, como depressão, para poder instituir o tratamento mais adequado....

Qual o tratamento não medicamentoso para pacientes com linfedema?

Mesmo com os avanços na compreensão da doença e com a padronização da abordagem fisioterápica do linfedema, o tratamento continua sendo difícil e dependente de uma abordagem multidisciplinar. É um tratamento custoso e que demanda tempo e empenho tanto do paciente quanto da equipe responsável pelo tratamento. O objetivo da terapia é diminuir o edema para manter ou restaurar a função e o aspecto do membro afetado. Um dos problemas mais importantes quanto ao tratamento é a dificuldade de se estabelecer protocolos comparativos entre as diferentes formas de tratamento, sendo que grande parte dos relatos da literatura se referem a séries não controladas e não randomizados....

Que medicações podem ser utilizadas para desintoxicação de pacientes adultos em uso crônico de opióides?

As duas principais drogas utilizadas para o tratamento da dependência a opióides, em especial para a fase inicial de “desintoxicação”, são a Metadona e a Buprenorfina. Segundo revisão sistemática da biblioteca Cochrane, ambas são igualmente efetivas para tal fim. (grau A) A metadona, opióide sintético de meia-vida longa, deve ser administrada inicialmente em doses de 15-30 mg/dia, podendo ser aumentada conforme presença de sintomas de abstinência. Pode ser utilizada, em alguns casos, por longos períodos em conjunto com tratamentos psicossociais e deve ser retirada gradualmente....

Como é feito o diagnóstico laboratorial da infecção pelo HIV?

De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, as amostras de soro ou plasma devem inicialmente ser submetidas a um imunoensaio, denominado Elisa (“teste 1″ – capaz de identificar tanto anti-HIV-1 quanto anti-HIV-2), na etapa denominada triagem sorológica. As amostras com resultados não-reagentes no “teste 1″ serão definidas como “amostra negativa para HIV”. Nesse caso, o diagnóstico da infecção é concluído, não havendo a necessidade de realização de nenhum teste adicional....