Qual a orientação para a aplicação da mistura de insulina NPH com insulina regular?

A mistura de insulina permite maior flexibilidade de dose, porém requer mais destreza dos pacientes do que o uso de insulina pré-misturada(1). A escolha do sistema de administração de insulina depende da preferência, necessidade pessoal(1) e o objetivo da intervenção terapêutica. Quando o médico prescreve mistura de insulina de ação intermediária (NPH –N) com insulina de ação rápida (Regular – R) o objetivo é melhorar o tratamento com as ações complementares destas insulinas, numa mesma aplicação (2, 3, 4)....

Que instrumentos podem ser utilizados para o gerenciamento de casos compartilhados entre o NASF e eSF?

As listas de gerenciamento de casos compartilhados são instrumentos que podem ser utilizados para o acompanhamento conjunto de casos entre profissionais das equipes de Saúde da Família (eSF) e Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Para isso, devem estar disponíveis a todos os profissionais envolvidos, promovendo comunicação sobre usuários acompanhados pelo NASF após pactuação com as eSF com a possibilidade de aprofundamento das informações sobre as ações realizadas através da consulta ao prontuário dos usuários atendidos....

Como estruturar um roteiro de discussão de casos e trabalho integrado entre o NASF e as eSF?

O Guia de Matriciamento em Saúde Mental sugere que todo o profissional que faz matriciamento considere um roteiro para discussão de casos clínicos com as equipes apoiadas. (1) As discussões de caso entre o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e as equipes de Saúde da Família (eSF) são extremamente importantes para o aumento da resolubilidade e integralidade da Atenção Básica∕Atenção Primária à Saúde (ABS∕APS), para a otimização de fluxos entre diferentes profissionais e serviços que constituem o SUS e, para a educação permanente das eSF....

Existe diferença significativa na escolha do material utilizado para a proteção do complexo dentina-polpa na técnica do capeamento pulpar indireto?

Evidências mostram não haver diferença no índice de sucesso do capeamento indireto utilizando diferentes materiais. Em estudo de revisão sistemática (2011), que incluiu ensaios randomizados, ensaios clínicos controlados e série de casos, materiais como o hidróxido de cálcio, agentes antimicrobianos e cimento de policarboxilato combinado com uma preparação de tanino-flúor, demonstraram ser eficazes na redução de bactérias e promoção da remineralização da dentina cariada que permaneceu após a escavação da cavidade (1)....

Como tratar o hipertireoidismo na gestante?

Os diagnósticos diferenciais em pacientes gestantes com tireotoxicose devem incluir Doença de Graves e hipertireoidismo gestacional¹,². O quadro clínico (bócio, oftalmopatia), história prévia de tireotoxicose e o TRAb positivo favorecem o diagnóstico de Graves (Nível B). Deve ser desaconselhada a gestação em mulheres com Doença de Graves que ainda não alcançou o eutireoidismo (Nível D), sendo recomendado o uso de anticoncepcionais¹. No primeiro trimestre de gestação, as recomendações atuais³ sugerem o uso de propiltiouracil (PTU) para o tratamento do hipertireoidismo (Nível C), com posterior substituição pelo metimazol....

Como devo manejar um paciente com bócio nodular tóxico (doença de Plummer- adenoma tóxico e bócio multinodular tóxico)?

O nódulo autônomo de tireóide, junto com o bócio multinodular tóxico, constituem as principais causas de hipertireoidismo no idoso (hipertireodismos apatético). Do ponto de vista fisiopatológico, produzem e secretam hormônios tireoidianos independentemente do estímulo pelo TSH. À medida que os nódulos crescem, aumenta a produção de T3 e T4, suprime-se a de TSH, e os nódulos aparecem como hipercaptantes ou “quentes” à cintilografia. Em relação ao adenoma tóxico, o tratamento desses pacientes com drogas antitireoidianas não induzem remissão da doença, no entanto, podem ser utlizadas para atingir o estado eutireoideano em casos graves até o tratamento definitivo....

Como devo manejar um paciente com tireotoxicose por tireoidite?

As manifestações da tireotoxicose na tireoidite são na maioria das vezes leves e autolimitadas, com duração de duas a seis semanas. Como o quadro deve-se a liberação não-controlada dos hormônios tireoideanos e a captação de iodo pela glândula é baixa, não é recomendado o uso de tionamidas nem de radioiodo. Recomenda-se o uso de beta-bloqueadores para pacientes sintomáticos, antiinflamatórios ou corticoterapia em casos de tireoidite granulomatosa subaguda de Quervain (dolorosa) e repouso para todos os casos que se mantiverem sintomáticos apesar das medidas acima citadas tiverem sido instituídas (Nível D)....

Como deve ser feito o acompanhamento de um paciente com hipertireoidismo em uso de metimazol ou propiltiouracil?

O monitoramento da função tireoidiana de um paciente com hipertireoidismo em uso de metimazol ou propiltiouracil deve ser feito com medida de T4 livre e T3 total após quatro a a seis semanas do início do tratamento e depois espaçado em intervalos de 1 a 2 meses até o alcance do eutireoidismo com a menor dose possível. A partir de então, o controle pode ser feito a cada 2 a 3 meses....

O que fazer com TSH baixo e T4 livre alto?

Níveis de TSH baixos ou indetectáveis associado a níveis elevados de T4 livre ou T3 confirmam o diagnóstico de tireotoxicose¹ O diagnóstico de hipertireoidismo de Graves pode ser estabelecido com relativa segurança em pacientes com quadro de tireotoxicose, bócio difuso (97% de sensibilidade) e oftalmopatia (71% de sensibilidade)¹. A dosagem do anticorpo anti-receptor do TSH (TRAb) não está indicada rotineiramente,mas pode ser útil em casos selecionados; sua sensibilidade em indivíduos com doença ativa e ainda não tratada é de 80% a 90% (Nível A)....

O que fazer com TSH baixo e T4 livre normal?

Diante de um paciente com TSH baixo e T4 livre normal, devemos dosar o T3 sérico para afastar a hipótese de uma síntese preferencial de T3 pela glândula, isto é, T3-tireotoxicose¹ (Nível D) Caso o valor de T3 esteja dentro da normalidade, estamos diante de um hipertireoidismo subclínico. O diagnóstico de hipertiroidismo subclínica está baseado na combinação de uma baixa concentração de TSH e T4 livre e T3 normais. Ele pode ocorrer na presença ou ausência de sintomatologia leve de tireotoxicose....