Em caso de pacientes idosos e lúcidos mas com dificuldade para deambular, posso fornecer atestado médico para familiares?

Idosos e aposentados que estejam incapacitados de locomover-se podem solicitar atestado ao médico assistente, pois necessitam de comprovante de que estão vivos para outorgar uma procuração que possibilite a terceiros receber seu beneficio. Ressalta-se que no preenchimento do atestado o médico deverá colocar de forma clara que o atestado foi solicitado pelo paciente. Não é recomendável abrir, no atestado, parágrafos novos ou deixar linhas parcialmente utilizadas, para evitar adulteração fraudulenta....

Quais as atribuições da equipe multiprofissional frente a pacientes obesos?

O ato de alimentar-se tem um papel social tão importante quanto o papel nutricional. A obesidade e o sobrepeso são importantes preocupações em saúde pública devido a associação com aumento de risco para hipertensão arterial sistêmica, diabetes melito, doença coronariana, osteoartrite, anormalidades lipídicas, doença da vesícula biliar e alguns tipos de cânceres. De nada adianta desenvolver um plano terapêutico se o paciente e sua família não estão motivados ou aptos para executá-lo....

Quais as atribuições específicas dos Agentes Comunitários de Saúde?

O Agente Comunitário de Saúde (ACS) tem, entre suas atribuições, as comuns a todos os outros profissionais de saúde e as específicas, próprias de sua atividade profissional. De acordo com o Ministério da Saúde, são atribuições comuns a todos os profissionais das equipes de saúde da família: I – participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe, identificando grupos, famílias e indivíduos expostos a riscos, inclusive aqueles relativos ao trabalho, e da atualização contínua dessas informações, priorizando as situações a serem acompanhadas no planejamento local; II – realizar o cuidado em saúde da população adscrita, prioritariamente no âmbito da unidade de saúde, no domicílio e nos demais espaços comunitários (escolas, associações,entre outros), quando necessário; III – realizar ações de atenção integral conforme a necessidade de saúde da população local, bem como as previstas nas prioridades e protocolos da gestão local; IV – garantir a integralidade da atenção por meio da realização de ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e curativas; e da garantia de atendimento da demanda espontânea, da realização das ações programáticas e de vigilância à saúde; V – realizar busca ativa e notificação de doenças e agravos de notificação compulsória e de outros agravos e situações de importância local; VI – realizar a escuta qualificada das necessidades dos usuários em todas as ações, proporcionando atendimento humanizado e viabilizando o estabelecimento do vínculo; VII – responsabilizar-se pela população adscrita, mantendo a coordenação do cuidado mesmo quando esta necessita de atenção em outros serviços do sistema de saúde; VIII – participar das atividades de planejamento e avaliação das ações da equipe, a partir da utilização dos dados disponíveis; IX – promover a mobilização e a participação da comunidade, buscando efetivar o controle social; X – identificar parceiros e recursos na comunidade que possam potencializar ações intersetoriais com a equipe, sob coordenação da SMS; XI – garantir a qualidade do registro das atividades nos sistemas nacionais de informação na Atenção Básica; XII – participar das atividades de educação permanente; e XIII – realizar outras ações e atividades a serem definidas de acordo com as prioridades locais....

Quais as estratégias que podemos utilizar para implementação do acolhimento em uma ESF?

Há importantes lacunas nos modelos de atenção e de gestão do SUS, em especial as relativas ao acesso aos serviços e ao acolhimento aos usuários. Os dados disponíveis de resultados de pesquisas, relatórios de ouvidorias e depoimentos dos diversos atores do SUS confirmam a necessidade e a importância de práticas humanizadas nas unidades de saúde. A Política Nacional de Humanização defende o Acolhimento, entendido como um processo de inter-relações e atitudes humanas nas práticas de atenção e de gestão, pautadas no respeito, na solidariedade, no reconhecimento dos direitos e no fortalecimento da autonomia dos usuários, trabalhadores e gestores da saúde....

Quais dinâmicas são sugeridas para grupos em saúde?

O primeiro passo para realização de práticas educativas consiste na identificação das prioridades em saúde do local onde está inserida a Unidade de Saúde através de estudos epidemiológicos e levantamentos. A seguir deve-se começar o planejamento do grupo. De acordo com uma revisão publicada por Santos, a prática educativa em saúde não pode se tornar aulas por aulas, não se busca certificado em um grupo de educação em saúde!...

Quais os assuntos sugeridos para realizar treinamento com monitoras de creche?

Conforme solicitado no formulário de consultoria por texto são listados a seguir os assuntos pelos quais a equipe de PSF desta localidade pode estar trabalhando/capacitando as monitoras de creche: Prevenção de acidentes na infância (material encontra-se disponível no site do Telessaúde- Materiais de Consulta). Higiene bucal. Alimentação saudável. Técnicas básicas de Higiene. Noções de preservação da Natureza. Segregação de Resíduos. Economia de recursos ambientais. Programa de saúde do escolar Pediculose e escabiose....

Quais são as rotinas básicas de enfermagem que devemos implementar em uma unidade de saúde coletiva?

Cada localidade possui um modelo de rotinas baseado no levantamento epidemiológico prévio realizado antes da implementação das unidades básicas, portanto seguimos os modelos do Ministério da Saúde com adaptações para o local onde estamos inseridos. O Enfermeiro de uma UBS tem sua prática instituída pela Secretaria Municipal de Saúde do Município, no entanto ainda é uma prática heterogênea entre as Unidades e até mesmo dentro de um mesmo ambiente de trabalho....

Qual a metodologia para criação de grupos antitabagismo?

Para iniciar o planejamento de um grupo antitabagismo a unidade de saúde deve ser considerada uma unidade livre de tabaco, ou seja, nenhum dos membros da equipe de saúde pode ser tabagista. Caso haja algum tabagista, ele deve ser estimulado a cessar o hábito e, nos casos em que o objetivo não for alcançado, o fumante deverá ser orientado a fumar fora da Unidade e, preferencialmente, longe dela. Os grupos devem ter, no máximo, 12 participantes e membros de uma mesma família não devem estar no mesmo grupo para evitar as alianças entre os mesmos....