Quando é indicado antibiótico para tratamento de abscesso apical agudo em crianças? Qual é o fármaco mais indicado?

A atuação clínica frente a um abscesso apical agudo deve ser voltada para o estabelecimento de drenagem, quando possível, sendo realizada pela abertura ampla da câmara pulpar do dente afetado ou através de incisão cirúrgica (1). Os antibióticos são considerados coadjuvantes da intervenção clínica, sendo que seu uso tem indicação precisa e deve ser respeitada com a finalidade de prevenir a superinfecção e a resistência bacteriana (2). As situações em que está indicada a prescrição de antibiótico são: presença de sinais de disseminação do processo infeccioso (linfonodos palpáveis, celulite, dispnéia, trismo), sinais de ordem sistêmica (febre, falta de apetite, mal estar) e em pacientes com comprometimento dos mecanismos de defesa, como por exemplo, casos de leucemia, agranulocitose e leucopenia....

Qual anestésico injetável usado para pacientes hipertensos?

Em pacientes hipertensos, quanto maior o risco clínico de um paciente, mais importante se torna o controle eficaz da dor e da ansiedade, gerando menos estresse. O paciente com possível comprometimento cardiovascular corre maior risco em virtude das catecolaminas liberadas endogenamente (situação de stress) do que em virtude da adrenalina exógena administrada de forma apropriada. Assim, a grande dúvida por parte dos dentistas parece ser o uso ou não de vasocontritores em hipertensos....

Como verificar o adequado funcionamento da autoclave?

Segundo o Manual de Biossegurança (1), o controle químico dos processos de esterilização em autoclave tem como princípio a utilização de medidores químicos termo-sensíveis que alteram sua coloração em presença do calor. Devem ser utilizados em comparação entre o material esterilizado e o não estéril. Todavia, não são confiáveis. A utilização de controle biológico, através do preparado padronizado de Bacillus Stearothermophilus, deve ser colocado dentro do pacote utilizado e deve ser o primeiro material a ser esterilizado....

Quais tratamentos disponíveis para retração gengival sintomática?

Não foram encontradas revisões sistemáticas indicando qual o melhor tratamento para a sensibilidade dentinária e não há consenso na literatura sobre qual a melhor estratégia terapêutica. Abaixo, alguns dos prcedimentos indicados pela literatura científica: Para o tratamento da hipersensibilidade dentinária, primeiramente, devemos realizar um diagnóstico diferencial, pois existem outras situações clínicas com os mesmos sintomas da hipersensibilidade dentinária: fraturas coronárias, restaurações defeituosas, invaginações do esmalte, trauma oclusal e patologias pulpares....

Como deve ser o manejo da dor lombar em ambiente de APS?

A avaliação clínica da dor lombar deve enfocar três aspectos principais: – descartar doença sistêmica subjacente; – identificar comprometimento neurológico que requeira avaliação cirúrgica; – considerar a existência de fatores psicológicos ou sociais que possam amplificar ou prolongar a dor. Para a maioria dos pacientes, essas questões poderão ser respondidas após anamnese e exame físico detalhados. Devido ao curso geralmente benigno da lombalgia e ao fato de ser raramente atribuível a qualquer lesão anatômica específica, efetuar uma busca exaustiva da causa em todos os pacientes seria frustrante e dispendioso....

Qual o esquema antimicrobiano para doença inflamatória pélvica leve/moderada em ambiente de APS?

Baseado na prevalência dos germes mais comumente envolvidos na doença inflamatória pélvica (DIP), o Manual de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis (1) produzido pelo Ministério da Saúde recomenda que os esquemas terapêuticos devem ser eficazes contra Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e os anaeróbios, em especial o Bacteroides fragilis (que podem causar lesão tubária), mesmo que esses não tenham sido confirmados nos exames laboratoriais. Além disso, também devem contemplar a vaginose bacteriana, frequentemente associada à DIP, bactérias gram negativas, bactérias facultativas e estreptococos....

Qual o tratamento medicamentoso para escabiose em gestantes?

Levando-se em conta efetividade e perfil de efeitos colaterais, tanto revisão do Clinical Knowledge Summaries como do Uptodate indicam o uso tópico de creme Permetrina 5% como tratamento medicamentoso de primeira linha para escabiose em gestantes (1,2). Assim como para qualquer adulto, recomenda-se a aplicação do creme em todo o corpo, do pescoço para baixo, seguido de banho para sua retirada após 8-12 hs (preferencialmente à noite). Repetir aplicação após 7 dias (1)....

Que orientações o ACS pode fornecer nas visitas domiciliares para prevenção da histoplasmose?

Histoplasmose é uma infecção causada pelo fungo Histoplasma capsulatum. Embora na grande maioria das vezes seja assintomática ou auto-limitada, em alguns indivíduos pode desenvolver infecção pulmonar aguda (tipo uma pneumonia) ou infecção disseminada progressiva e severa (infecção generalizada), sobretudo em pacientes imunodeprimidos (ex: infecção pelo HIV, câncer, uso de corticóides, etc). A transmissão se dá através da inalação do fungo (H. capsulatum), que está presente em locais contaminados com fezes de pássaros ou morcegos como: galinheiros, pombais, construções abandonadas, minas abandonadas, terrenos com muitas fezes de galinhas ou outras aves e, principalmente, em cavernas ou sótãos....

Qual a melhor técnica para redução de luxação aguda de ombro em ambiente de APS?

Em primeiro lugar é importante enfatizar que de acordo com diversos materiais produzidos para atenção primária à saúde (APS) (1,2), frente a um paciente com diagnóstico clínico de luxação aguda do ombro é recomendado pronto encaminhamento para um serviço de urgência para avaliação e redução por um ortopedista. Quanto à melhor técnica, não há evidência de que uma técnica de redução seja mais efetiva que outra. Várias técnicas podem ser usadas, a depender da preferência do médico e da condição clínica do paciente (2,3)....

Há algum significado clínico a presença de Anti-HCV positivo (ELISA) quando PCR para Hepatite C está negativo?

De acordo com revisão do Clinical Knowledge Summaries (1), na presença de um paciente com exame Anti-HCV (ELISA) positivo e PCR para Hepatite C negativo, sugere-se repetir o PCR em um intervalo de 6 meses, para confirmar a ausência de infecção pelo vírus da Hepatite C. Em paciente com Anti-HCV positivo, após dois exames PCR negativos realizados com intervalo mínimo de 6 meses, a realização de RIBA (Recombinant immunoblot assay) seria capaz de responder se o paciente já teve contato com o vírus ou não (2): RIBA negativo: indica reação cruzada (Anti-HCV falso-positivo) e ausência de contato do paciente com o vírus da Hepatite C; RIBA positivo: indica que o paciente teve contato com o virus da hepatite C, apresenta anticorpos, mas está curado....