Qual a periodicidade para aspiração de traqueostomia em indivíduo que está em cuidados domiciliares?

A aspiração da traqueostomia deve ser feita após avaliação das características respiratórias da pessoa traqueostomizada, e não com base em horário prescrito; deve ser realizada quando o paciente não consegue eliminar as secreções. A aspiração ideal é aquela que, quando realizada, cumpre seu objetivo de remover a maior quantidade de secreção, mantendo a via aérea limpa e uma respiração com características normais, com um mínimo de complicações associadas ao procedimento: dano ao tecido, hipóxia e aumento da pressão arterial 1,2....

Gostaria de saber mecanismos para adesão ao tratamento de tuberculose?

As atividades que podem ser realizadas para maximizar a adesão e minimizar o abandono do portador de tuberculose ao tratamento são: educação em saúde, a realização de visitas domiciliares, o estabelecimento de vínculo e acolhimento, garantia de acessibilidade aos serviços, manter corresponsabilidade entre usuário e familiares, implementação de medidas intersetoriais, incentivo à autonomia do usuário, sensibilizar os usuários para os possíveis efeitos colaterais e reações adversas decorrentes da terapia medicamentosa, além da utilização do TDO (Tratamento Diretamente Observado)....

Ômega 3 pode ser usado para tratar dislipidemia? Quais outros tratamentos disponíveis?

Os Ácidos graxos ômega-3 (ω-3) são poli-insaturados derivados do óleo de peixes e de certas plantas e nozes. O óleo de peixe contém tanto o ácido docosa-hexaenoico (DHA) quanto o ácido eicosapentaenoico (EPA), mas os óleos de origem vegetal contêm predominantemente o ácido alfa-linolênico (ALA). Em altas doses (4 a 10g ao dia) reduzem os TGs e aumentam discretamente o HDL-C, podendo, entretanto, aumentar o LDL-C. Em um estudo inicial, a suplementação com ω-3 foi relacionada com benefício clínico, mas recentes metanálises não confirmam o benefício dessa terapia na redução de eventos cadiovasculares, coronarianos, cerebrovasculares, arritmias ou mortalidade global....

A prática de instilação de lidocaína gel no canal uretral masculino para inserção de cateter vesical é cientificamente provada?

De acordo com a ANVISA (1), há indicação de introduzir gel lubrificante estéril, de uso único, com ou sem anestésico, na uretra masculina, durante a técnica de inserção do cateter vesical (Grau da evidência A-III). Segundo Homenko (2), a recomendação é a utilização de substâncias hidrossolúveis, como a lidocaína geleia a 2%, na introdução do cateter. Nos pacientes do sexo masculino, sugere-se a instilação uretral de 15 a 20 ml, enquanto que, nas pacientes do sexo feminino, esta lubrificação pode ser realizada diretamente no cateter urinário....

Como uma equipe de Estratégia de Saúde da Família pode organizar um fluxo para puericultura na UBS?

Como a primeira consulta da criança pode ser programada pela equipe, é possível adaptar a agenda para o referido momento, adequando o tempo da consulta às suas necessidades inerentes. Reservar dois horários de consultas normais para a primeira consulta da criança garantirá mais tempo do profissional com a família (3). Ao planejar o fluxo de atendimento da puericultura que melhor se adapte ao seu contexto, os profissionais de saúde devem lembrar que a atenção à saúde deve ser personalizada....

Como acontece a cicatrização de feridas e como orientar usuários e equipe no roteiro de acompanhamento?

Existem diversos fatores que dificultam a cicatrização de feridas tais como: o tempo de evolução da ferida, sua extensão, profundidade, pressão contínua sobre a área lesada, infecção, edema, tabagismo, alcoolismo, uso de agentes tópicos inadequados, uso de antibióticos locais, técnica inadequada de curativos, idade, aporte nutricional inadequado, obesidade, anemia, uso de medicamentos sistêmicos, (anti-inflamatórios, imunossupressores, quimioterápicos, radioterapia), estresse, ansiedade e depressão. (1) Dentre as patologias que interferem no processo de cicatrização destacam-se a hanseníase, diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica....

Quais cuidados a equipe de atenção básica poderá fornecer a um paciente com esofagite de refluxo?

O termo “esofagite de refluxo” faz parte do espectro de uma patologia denominada Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), a qual é definida como sendo a condição que se desenvolve quando o refluxo do conteúdo gástrico causa sintomas e/ou complicações. É uma das causas mais frequentes de consultas gastroenterológicas em pacientes ambulatoriais, comprometendo de forma significativa a qualidade de vida dos seus portadores (1). No contexto da Atenção Básica, podem ser enfatizadas as medidas comportamentais do tratamento da DRGE (1-4), quais sejam (Grau de Recomendação B):...

Qual a conduta para um caso de hanseníase paucibacilar tratada por nove meses, sem êxito?

Quando se refere que não houve êxito no tratamento, presume-se que o paciente mantém sinais e/ou sintomas que levaram ao diagnóstico da doença. Assim, é possível que se trate de um quadro de recidiva ou, mais frequentemente, de um estado reacional ao tratamento. É muito importante diferenciar um quadro de estado reacional de um caso de recidiva. No caso de estados reacionais a pessoa deverá receber tratamento antirreacional, sem reiniciar, porém, o tratamento poliquimioterápico (PQT)....

Como utilizar o ácido fólico no período gestacional?

De acordo com orientações atualizadas do Ministério da Saúde, a suplementação vitamínica com ácido fólico é recomendada para a mulher em idade fértil, dois meses antes de engravidar e nos dois primeiros meses da gestação. O ácido fólico é uma vitamina hidrossolúvel do complexo B, que atua no processo de multiplicação das células e na formação de proteínas estruturais da hemoglobina. Fonte: https://aps.bvs.br/aps/como-utilizar-o-acido-folico-no-periodo-gestacional/ (via RSS) TAGS: Ácido FólicoDestaque na homepageEnfermeiroGravidezW01 Questão sobre gravidezW45 Educação em saúde/aconselhamento/dietaW49 Outros procedimentos preventivos

Qual a situação atual da epidemia do vírus Ebola e porque se estendeu temporal e geograficamente?

Análise da epidemia de 2014 Desde a identificação do vírus Ebola há aproximadamente 40 anos, epidemias periódicas veem ocorrendo na África Central, particularmente em Uganda, Gabão, República Democrática do Congo, Sudão e Angola. Recentemente, em 2014, pela primeira vez, um surto é reconhecido e notificado no oeste Africano transformando-se na mais complexa, extensa e duradoura epidemia de Ebola já registrada na história. Investigação epidemiológica realizada com dados de registro hospitalares e entrevistas com pacientes e seus familiares sugere que os primeiros prováveis casos iniciaram em Guiné em dezembro de 2013, espalhando-se para Libéria e Serra Leoa, países onde ocorre mais intensamente a transmissão....