Qual diferença entre glimeperida 2mg e glibenclamida 5mg?

A glibenclamida e a glimepirida são medicamentos utilizados no tratamento de diabete melito tipo 2 (1,2,3), pertencem à mesma classe terapêutica e ambos agem estimulando a secreção de insulina, reduzindo o nível de glicose no sangue (1). Os dois podem apresentar efeitos adversos e devem ser utilizados conforme a orientação médica. O médico optará por um dos medicamentos de acordo com a avaliação clínica do paciente. A glibenclamida faz parte da relação nacional de medicamentos essenciais (Rename) (4), a qual apresenta os medicamentos que atendem as principais demandas da população, baseado na segurança e eficácia terapêutica comprovada, na qualidade e disponibilidade dos produtos....

Qual o tratamento para paralisia facial periférica idiopática (paralisia de Bell)?

O tratamento da paralisia de Bell deve ser iniciado o mais precoce possível após o início da paralisia. Os cuidados oculares para prevenção de ceratite e ulceração de córnea são essenciais, tendo em vista que o paciente tem fechamento incompleto da pálpebra e com frequência lacrimejamento insuficiente. Devem ser prescritas lágrimas artificiais (por exemplo, metilcelulose, hipromelose), a ser aplicadas de hora em hora enquanto o paciente está acordado, além da oclusão palpebral e uso de pomada protetora (por exemplo, pomada com acetato de retinol) durante o sono....

O uso associado de glucosamina e condroitina tem eficácia comprovada na redução dos sintomas da artrose?

Não foram encontrados estudos com boa qualidade metodológica que comparassem o uso da associação de glucosamina com condroitina e o placebo, para o alívio dos sintomas de pacientes com artrose. Entretanto, uma revisão sistemática da Cochrane avaliou o uso isolado da glucosamina no tratamento da artrose. Uma revisão prévia, de 2005, com 20 estudos e 2570 participantes mostrou que o sulfato de glucosamina (V.O, 1500mg/dia), produziu um benefício de 28% no controle da dor e um melhora funcional de 21%, sem efeitos colaterais....

O uso de cilostazol apresenta melhora sintomática comprovada para pacientes com doença arterial periférica? E o AAS?

Dados de múltiplos ensaios clínicos randomizados ou metanálises apontam que o cilostazol (100mg V.O 2x/dia) está indicado como um tratamento eficaz para a melhora dos sintomas e aumento da distância caminhada em pacientes com doença arterial periférica de membros inferiores e claudicação intermitente (na ausência de insuficiência cardíaca). O cilostazol tem propriedades vasodilatadoras e também de inibição plaquetária, mas não se conhece precisamente o seu mecanismo de ação. Um teste terapêutico com cilostazol deve ser considerado em todos os pacientes com claudicação intermitente e limitações das atividades do dia-a-dia (1)....

Qual o tratamento da pitiríase rósea?

Pelo caráter auto resolutivo, a pitiríase rósea na maior parte das vezes não necessita de nenhum tratamento específico além de educação do paciente quanto à benignidade do quadro. Apesar disto, uma série de opções terapêuticas foram avaliadas, algumas das quais podem gerar benefício para aqueles pacientes que requerem terapia. O uso de corticoide tópico de média potência pode ser útil naqueles pacientes com prurido moderado, enquanto corticoide sistêmico deve ser reservado somente para casos de prurido muito importante....

Qual o tratamento para otite externa fúngica?

Não foram encontrados estudos clínicos abordando o tratamento de otite externa fúngica. Baseado na opinião de especialistas, recomenda-se que o tratamento seja composto por: controle dos fatores predisponentes. Entre eles o uso crônico de gotas otológicas com esteroides e Diabetes mellitus descompensada (1). remoção mecânica meticulosa dos fungos e do macerado epitelial presentes no canal auditivo externo (1,2). uso de antifúngico tópico (2-4): como opção sugere-se o uso de Clotrimazol solução 1% de duas a três gotas no(s) ouvido(s) afetados por duas a três vezes por dia....

Qual o tratamento para doença do refluxo gastroesofágico?

ESOFAGITE E DOENÇA DO REFLUXO – A principal causa de esofagite é a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). A DRGE é uma doença crônica – a recorrência de sintomas com a interrupção do tratamento chega a 80%. A presença de esofagite à endoscopia pode predispor ao surgimento de estreitamento esofágico ou esôfago de Barrett. TRATAMENTO INICIAL – Uma revisão sistemática e quatro ensaios clínicos randomizados (ECRs) adicionais levam à conclusão de que há evidência de que os inibidores da bomba de prótons (IBPs) aumentam a cicatrização de esofagite na comparação com o placebo e com antagonistas de receptor H2....

Qual é o tratamento da Tuberculose? Como funciona o esquema de medicamentos?

A tuberculose é uma doença grave, porém curável em praticamente 100% dos casos novos. Por ser uma moléstia infecciosa causada por uma micobactéria (M. tuberculosis), deve ser tratada com antimicrobianos com ação bactericida. As características do M. tuberculosis exigem alguns fundamentos do tratamento medicamentoso: Associação de fármacos: previne a multiplicação de germes naturalmente resistentes. Tempo prolongado: um longo período de tratamento é necessário para evitar a recorrência da doença. Uso regular: dificulta o surgimento de resistência adquirida....

Qual é o tratamento medicamentoso indicado para hipertensão arterial sistêmica em paciente masculino, meia idade, negro, obeso?

O tratamento medicamentoso da hipertensão arterial sistêmica tem como objetivo a prevenção de doença cardiovascular e renal. A escolha da medicação anti-hipertensiva deve ser determinada por sua capacidade de prevenir desfechos clínicos, pelas características epidemiológicas e clínicas dos pacientes, além da comodidade posológica e custo. Seguindo esses critérios, os Sumários Clínicos do Serviço de Saúde Britânico (Clinical Knowledge Summaries – CKS/NHS) recomendam, como primeiro passo, considerar as comorbidades dos pacientes ao escolher a medicação....

Quanto tempo após o tratamento da luxação de ombro o paciente esta apto à mobilização?

Devido a sua instabilidade, o ombro é a articulação que mais comumente sofre luxação. Ela é mais frequente em adultos jovens e de meia-idade. Em 95% das vezes, a luxação é anterior e, em 5% delas, posterior. A luxação pode ser acompanhada por lesão de manguito rotador, comprometimento neurovascular (especialmente o nervo axilar) ou fratura, o que justifica uma avaliação clínica e radiológica cuidadosa para garantir a adequação da redução....