Como prevenir os indivíduos que já tiveram tuberculose de adquirirem pneumonia?

A primeira informação importante nesta situação é saber se o paciente fez seu tratamento corretamente e se recebeu alta do tratamento da tuberculose. É necessário saber se este paciente ficou com sequelas após esta tuberculose, se ficou com limitações pulmonares (retrações, atelectasias).Pressupondo que ele tenha alguma limitação (que é sempre esperado após uma tuberculose), podemos considerá-lo um pneumopata, ou seja, doente crônico do pulmão. Nesta situação, a prevenção de pneumonia em pacientes pneumopatas (por exemplo, com tuberculose prévia) deve ser feita com aplicação das vacinas....

Como pode ser manejada a câimbra noturna de membros inferiores idiopática?

Frente a um paciente com quadro de câimbra em membros inferiores (MMII) de origem idiopática, tranquilize-o que se trata de uma condição comum, sem causa conhecida e que pode se resolver espontaneamente. Procure aconselhar o paciente a respeito de algumas medidas para auto-manejo: Para aliviar um “ataque”: faça alongamentos e massageie a musculatura afetada. Por exemplo, para câimbra na panturrilha, alongue a perna e faça dorsiflexão do pé/tornozelo ou caminhe sobre o calcanhar por alguns minutos...

Qual a relação entre amigdalite e problemas do coração?

Alguns casos de amigdalite estão associados à infecção pela bactéria Streptococcus pyogenes, também conhecida como “Streptococcus beta-hemolítico do grupo A”. Esta infecção, quando não tratada, pode estar associada ao desenvolvimento da Febre Reumática. A Febre Reumática (FR), por sua vez, é uma síndrome clínica caracterizada por lesões inflamatórias não supurativas do coração (cardite), articulações (artrite), sistema nervoso central, pele e tecido celular subcutâneo. Entre suas principais manifestações clínicas, estão: febre; sinais e sintomas resultantes da cardite (inflamação do coração) como dispnéia, sopro e arritmias; artrite (inflamação das articulações) de várias articulações; coréia (movimentos involuntários resultantes da inflamação no sistema nervoso); nódulos subcutâneos; eritema marginado (tipo de lesão de pele avermelhada com centro mais claro)....

Qual a melhor abordagem para pacientes com tosse persistente?

A abordagem de pacientes com tosse tem como passo inicial a determinação de sua duração. A tosse aguda resolve em até três semanas e tem como principais causas: infecção respiratória aguda, exacerbações de doenças crônicas pulmonares ou tromboembolismo. A tosse que persiste além desse período é considerada subaguda (entre três e oito semanas) ou crônica (acima de oito semanas). Falaremos aqui das principais causas de tosse subaguda e crônica, de sua abordagem diagnóstica e de seu tratamento....

Quais as modificações do novo tratamento medicamentoso (terapia quádrupla) para Tuberculose, instituído pelo Ministério da Saúde?

O novo tratamento medicamentoso instituído pelo Ministério da Saúde é semelhante ao esquema anterior somando-se a inclusão de uma nova droga, o Etambutol. Anteriormente, os pacientes eram tratados por dois meses (fase 1) com três drogas: Rifampicina, Isoniazida (também chamada de Hidrazida), e Pirazinamida. E por mais quatro meses (fase 2) somente com: Rifampicina e Isoniazida, totalizando 6 meses de tratamento. Pelas novas recomendações, os pacientes são tratados por dois meses (fase 1) com: Rifampicina, Isoniaziada, Pirazinamida e Etambutol....

Quais os principais meios de transmissão da tuberculose?

Tuberculose Como se pega a doença? Quando o paciente com Tuberculose (TB) tosse, fala ou espirra ele espalha no ar gotas pequenas, mas muito pequenas mesmo, com o agente infeccioso da TB (Mycobacterium tuberculosis, também chamado de Bacilo de Koch). Aí, uma pessoa com boa saúde que respire este ar, pode levar este micróbio para o seu pulmão. É assim que acontece o contágio: o micróbio da TB penetra no organismo das pessoas pela respiração....

Como acontece a transmissão da hanseníase?

A transmissão se dá entre pessoas. Uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar – MB), estando sem tratamento, elimina o bacilo pelas vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros), podendo assim transmiti-lo para outras pessoas suscetíveis. O bacilo de Hansen tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas pessoas adoecem porque a maioria tem capacidade de se defender contra o bacilo. O contato direto e prolongado com a pessoa doente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, aumenta a chance da pessoa se infectar....

Como deve ser o manejo da dor lombar em ambiente de APS?

A avaliação clínica da dor lombar deve enfocar três aspectos principais: – descartar doença sistêmica subjacente; – identificar comprometimento neurológico que requeira avaliação cirúrgica; – considerar a existência de fatores psicológicos ou sociais que possam amplificar ou prolongar a dor. Para a maioria dos pacientes, essas questões poderão ser respondidas após anamnese e exame físico detalhados. Devido ao curso geralmente benigno da lombalgia e ao fato de ser raramente atribuível a qualquer lesão anatômica específica, efetuar uma busca exaustiva da causa em todos os pacientes seria frustrante e dispendioso....

Qual a melhor técnica para redução de luxação aguda de ombro em ambiente de APS?

Em primeiro lugar é importante enfatizar que de acordo com diversos materiais produzidos para atenção primária à saúde (APS) (1,2), frente a um paciente com diagnóstico clínico de luxação aguda do ombro é recomendado pronto encaminhamento para um serviço de urgência para avaliação e redução por um ortopedista. Quanto à melhor técnica, não há evidência de que uma técnica de redução seja mais efetiva que outra. Várias técnicas podem ser usadas, a depender da preferência do médico e da condição clínica do paciente (2,3)....

Qual a conduta frente à gestante com ascaridíase?

Embora haja estudos com Mebendazol mostrando efeito teratogênico em animais, sua absorção pelo intestino humano é muito baixa e um estudo com 400 gestantes expostas à droga durante a gestação não mostrou qualquer risco aumentado de malformação congênita (1). Mebendazol é considerado droga de risco C na gestação, ou seja: “riscos não descartados, no entanto benefício potencial pode justificar o risco potencial” (2). Somado ao fato de que o risco de transmissão da infecção para o feto é ínfimo (1,3), sugere-se que o tratamento deva ser postergado até após as 14 semanas de gestação....