Indivíduos que receberam a vacina da rubéola podem doar sangue? Se não, por quanto tempo e por quê?

De acordo com informe do Ministério da Saúde (MS) do ano de 2008, a ANVISA/MS alerta que indivíduos que foram vacinados para rubéola não podem doar sangue no período de 28 dias ou quatro semanas a contar da data de administração da vacina, tendo em vista que a vacina é composta de vírus vivos atenuados. Essa resolução é do dia 14 de Junho de 2004. As contraindicações a essa vacina são restritas e incluem: antecedente de reação anafilática severa, imunossupressão, doenças agudas graves e embora exista evidência de que não provoca teratogênicidade ao concepto, não se recomenda aplicar a vacina durante a gestação....

Quais orientações os Agentes Comunitários de Saúde podem passar aos pacientes acamados e seus cuidadores?

Conforme diretriz do Projeto Telessaúde/RS e respeitando as características do processo de trabalho na Estratégia de Saúde da Família, recomendamos que todas as respostas de consultorias solicitadas por Agentes Comunitários de Saúde (ACS) sejam discutidas conjuntamente com o supervisor dos ACS dentro da equipe. Segundo o Manual de Assistência Domiciliar na Atenção Primária à Saúde publicado pelo Ministério da Saúde e desenvolvido pelo Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição são atribuições do ACS no cuidado domiciliar: Comunicar a equipe de saúde a necessidade de avaliação da pessoa para Atenção Domiciliar....

Que orientações sobre educação alimentar podem ser dadas para manejo e prevenção da obesidade infantil?

Entre as recomendações para manejo da criança obesa estão: Ter horário para refeições; comer em um intervalo mínimo de 1 hora e 30 minutos e máximo de 3 horas. Não comer vendo TV Não ter em casa alimentos que possam fazer a criança sair da “dieta”, como bolachas recheadas e salgadinhos. Dar o exemplo é fundamental (participação ativa da família) Mudar o hábito familiar de comemorar situações comendo, e passar a comemorá-las de outra forma como por exemplo: indo ao parque, ao zoológico, ao cinema (sem pipoca!...

O que fazer quando as mães não desejam vacinar seus filhos ou quando as vacinas estão em atraso?

Esta é uma discussão para qual existem algumas considerações bastante interessantes: sabemos que as vacinas são necessárias para controlar doenças graves. A não-vacinação em massa pode provocar a morte e o sofrimento de milhões de pessoas. Uma pessoa que decide não se vacinar pode colocar em risco seus próximos e a sua comunidade, não sendo, portanto, uma atitude sem consequências. A questão é mais complicada quando envolve a vacinação de crianças....

Quais os cuidados que os Agentes Comunitários de Saúde podem orientar aos pais de crianças com refluxo gastresofágico?

Para evitar ou diminuir o refluxo gastresofágico é importante seguir algumas recomendações. Medidas Gerais: Recomenda-se manter a criança em posição vertical após a alimentação (em pé no colo); Evitar pressionar o abdome na troca de fraldas ou ao abraçar o bebê; Evitar o uso de roupas apertadas; Evitar balançar a criança após a alimentação (por ex.; trocar a fralda antes das mamadas); Manejo Dietético: Recomenda-se alimentar a criança com volumes menores e com mais frequência....

Como o Agente Comunitário de Saúde pode abordar sexualidade e DST com adolescentes?

O atendimento do adolescente e abordagem sobre sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis, gestação e drogas representa um desafio a qualidades e habilidades dos membros da equipe Saúde da Família. Para que o adolescente sinta-se confortável é absolutamente necessária adequada privacidade, com sala individual acusticamente isolada e tempo de consulta suficiente. No caso de não haver as condições ideais, aconselha-se determinar horários especiais, diferentes dos demais pacientes. O mais importante sem dúvida, não são as condições físicas do consultório, mas a disponibilidade e a capacidade dos profissionais em se ajustar ao tipo de paciente que irá atender....

O que o Agente Comunitário de Saúde deve saber sobre psoríase?

A psoríase é uma doença inflamatória crônica e recorrente, multifatorial. Ela pode surgir em qualquer faixa etária, sendo habitualmente mais graves os casos que se iniciam na infância. As causas da psoríase são ainda desconhecidas e admite-se que múltiplos fatores estejam envolvidos. Aproximadamente 30% dos pacientes relatam que algum parente tem a mesma doença. Entre outros fatores envolvidos podem estar: traumas (físicos, químicos ou psíquicos), infecções, distúrbios endócrinos ou metabólicos, como os associados ao alcoolismo, e fármacos, como o lítio, os beta bloqueadores, os antimaláricos e os anti-inflamatórios não esteróides....

O que o Agente Comunitário de Saúde pode fazer para aumentar a adesão dos pacientes a dieta?

Estudos demonstram que a adesão a recomendação de mudança no estilo de vida é menor do que a adesão a prescrição de medicamentos e apenas 30% dos pacientes seguem a mais simples recomendação sobre dieta. Observamos, portanto, que as orientações de mudança de estilo de vida tais como alimentação, atividade física, cessação do tabagismo entre outras devem estar sendo permanentemente abordadas por toda a equipe de saúde. O ideal é que se conheça o paciente, suas crenças, quais as dificuldades que o mesmo encontra para adesão, quais as expectativas do paciente, suas motivações, preocupações etc....

Quais as atribuições específicas dos Agentes Comunitários de Saúde?

O Agente Comunitário de Saúde (ACS) tem, entre suas atribuições, as comuns a todos os outros profissionais de saúde e as específicas, próprias de sua atividade profissional. De acordo com o Ministério da Saúde, são atribuições comuns a todos os profissionais das equipes de saúde da família: I – participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe, identificando grupos, famílias e indivíduos expostos a riscos, inclusive aqueles relativos ao trabalho, e da atualização contínua dessas informações, priorizando as situações a serem acompanhadas no planejamento local; II – realizar o cuidado em saúde da população adscrita, prioritariamente no âmbito da unidade de saúde, no domicílio e nos demais espaços comunitários (escolas, associações,entre outros), quando necessário; III – realizar ações de atenção integral conforme a necessidade de saúde da população local, bem como as previstas nas prioridades e protocolos da gestão local; IV – garantir a integralidade da atenção por meio da realização de ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e curativas; e da garantia de atendimento da demanda espontânea, da realização das ações programáticas e de vigilância à saúde; V – realizar busca ativa e notificação de doenças e agravos de notificação compulsória e de outros agravos e situações de importância local; VI – realizar a escuta qualificada das necessidades dos usuários em todas as ações, proporcionando atendimento humanizado e viabilizando o estabelecimento do vínculo; VII – responsabilizar-se pela população adscrita, mantendo a coordenação do cuidado mesmo quando esta necessita de atenção em outros serviços do sistema de saúde; VIII – participar das atividades de planejamento e avaliação das ações da equipe, a partir da utilização dos dados disponíveis; IX – promover a mobilização e a participação da comunidade, buscando efetivar o controle social; X – identificar parceiros e recursos na comunidade que possam potencializar ações intersetoriais com a equipe, sob coordenação da SMS; XI – garantir a qualidade do registro das atividades nos sistemas nacionais de informação na Atenção Básica; XII – participar das atividades de educação permanente; e XIII – realizar outras ações e atividades a serem definidas de acordo com as prioridades locais....

Qual deve ser a abordagem de pacientes alcoólatras pelos Agentes Comunitários de Saúde?

Alguns aspectos são importantes ressaltar quanto se trata de pacientes em uso de álcool, eles tiveram um motivo para iniciar na dependência e necessitam de um motivo para deixar o vicio. A abordagem a estes pacientes pode ser realizada observando alguns aspectos básicos: É importante estabelecer um bom vínculo com o paciente, julgamentos morais impedem o estabelecimento de uma boa relação equipe-paciente, essencial nestes casos. Os profissionais da saúde devem encarar o alcoolismo como doença e não como “sem-vergonhice”....